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Full text of "Poema de Ocasião"

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POEMA DE OCASIÃO 


ADRIANE GARCIA 





NO) YP-WID]=HO CNT VO 


Quero registrar que mil cairam à minha direita 

ITR Nani ialare Resto LUTeT go é 

Úutros mil à minha frente/ atras de mim mais dez mil 
» que eu posso cair a qualquer momento 


Cercados pela morte nem os colibris de poetas 
Voam/ Nem a minhaimplicância com a palavra 
Poetisa 

NEfo fe 


Repõe o mar e o seu sal 

NieTo ea [oo Te MISTO LUT=TO<] dão [UTSM Too o Fo To [OM pa To Ja aTeiaião 
A morte entrou pelas frestas, pelas urnas 
Funerárias 

r marcou o passo a passo 

Deste pais 


Triste pais 

Cujas carpideiras estendem'as mãos nas ruas 
Preocupadas com a fome, como filho, como teto 
Úcupadas demais para chorar este luto. 











POEMA DE OCASIÃO III 


OB oJeiste to [c] [o Mofo] [Sidiro 
Apresenta suas cenas 
Fragmentárias 


Us mascarados se escondem 
Enquanto rostos nus gritam vivas 
À morte 


Suas bocas estão visíveis 
Seus pulmões carregam falências 
Pedintes invadem 


As ruas 
NETo Roof Ta fofos 
Us bancos conservam portas giratórias 


Us hospitais lotados 
U pesadelo salta para outro cenário 
Música eletrônica 


066 pessoas dançam, comem e bebem numa festa 
Enquanto o presidente imita um homem que 
Não consegue respirar. 





Adriane Garcia, poeta, nascida e residente em Belo 
Horizonte. Publicou Fábulas para adulto perder o sono 
(Prêmio Paraná de Literatura 2014, ed. Biblioteca do 
Paraná), "O nome do mundo" (ed. Armazém da Cultura, 
2014), "Só, com peixes' (ed. Confraria do Vento, 2015), 
"Embrulhado para viagem" (col. Leve um Livro, 2016), 
"Garrafas ao mar” (ed. Penalux, 2018) e "Arraial do Curral 
del Rei - a desmemória dos bois" (ed. Conceito Editorial, 


2019) e "Eva-proto-poeta”, ed. Caos & Letras, 2020. 


Fotografias com intervenção 
Fabio Alarico Teixeira (Agencia Anadolu ) e Getty Images 


Diagramação: Taciana Oliveira 





MIRADA